Suspenso preventivamente por 30 dias pela Fifa por doping, Paolo Guerrero permanece longe dos gramados. Enquanto aguarda que seus advogados consigam provar a sia inocência, o jogador do Flamengo voltou a aparecer publicamente e, agora, com um sorriso no rosto. A dona dessa alegria é a nutricionista Thaisa Leal, namorada carioca do jogador. A jovem compartilhou fotos do peruano na noite de segunda-feira, data do feriado no Rio de Janeiro, em uma rede social.

Em uma das imagens, Guerrero posa sorrindo e ganha uma coroa, além de corações, colocados pela namorada. O jogador também postou registros da nutricionista em seu perfil no Instagram.

Paolo Guerrero voltou aos treinos no Flamengo há uma semana, enquanto aguarda o recurso movido na Fifa sobre a suspensão preventiva, que o tirou de ação depois da suspeita de doping. O centroavante fez atividades em horário alternado ao do elenco.

A defesa tem um trunfo para o julgamento marcado para o dia 30 de novembro: uma nutricionista da seleção peruana teria confessado que receitou um chá para Guerrero antes do jogo entre Peru e Argentina, em outubro. O chá teria sido contaminado com folhas de coca, que dariam origem ao metabólito benzoilecgonina, encontrado na urina do atacante. Os advogados não quiseram comentar o detalhe da defesa que será apresentada até o próximo dia 26.

Caso seja absolvido e evite a punição por doping, Guerrero jogará sua primeira Copa do Mundo. Trata-se da quinta participação do Peru em Copas, após 1930, 1970, 1978 e 1982.

Entenda o caso
Guerrero testou positivo para benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína, em exame antidoping realizado após o jogo entre Peru e Argentina, no mês passado. A partida era válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Por causa disso, a Fifa suspendeu o atleta por 30 dias preventivamente.

A defesa de Guerrero tentou interromper a punição da Fifa, mas o pedido foi recusado. Agora, o atacante continua impedido de atuar pelo Flamengo e pela seleção peruana.

Segundo a defesa, o metabólito benzoilecgonina – presente na cocaína – e encontrado na urina do centroavante do Flamengo é proveniente da folha de coca utilizada para chá consumido em diversos países da América do Sul. Os advogados apontam contaminação em um outro tipo de chá ingerido pelo jogador.

O bioquímico L. C. Cameron, que faz parte da equipe de defesa do jogador e é o coordenador do Laboratório de Bioquímica de Proteínas da UNIRIO, foi quem acompanhou a abertura da amostra B, em Colônia, na Alemanha. Guerrero fez o exame antidoping após o jogo do Peru contra a Argentina pelas Eliminatórias, em 5 de outubro.

A defesa de Guerrero tem que dizer como o metabólito da coca e da cocaína apareceu no organismo do atleta. O objetivo é provar que a substância foi ingerida sem a intenção e o conhecimento do jogador. Assim, a pena pode cair para dois anos.

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