Guerrero fez 19 dos 35 jogos do Flamengo neste Brasileirão e com ele o time possui um aproveitamento de 61,4% (nove vitórias, oito empates e duas derrotas). Esse valor só é menor que do campeão Corinthians que tem 67,6%. O Grêmio, segundo colocado, possui 58,1%.

Contudo, quando o peruano não está em campo o índice despenca assustadoramente para 31,25% (quatro vitórias, três empates e nove derrotas). Apenas 15 pontos conquistados dos 48 possíveis. É o pior aproveitamento do campeonato, já que o lanterna Atlético-GO tem 31,4%.

Confira as estatísticas de Guerrero no Brasileirão
19 jogos*
6 gols
4 cartões amarelos
3 assistências
9 desarmes
47 faltas recebidas
69 faltas cometidas
21 finalizações certas
42 finalizações erradas
15 impedimentos
255 passes certos
72 passes errados

A diferença de performance do Rubro-negro é evidente e isso pode ser explicado por alguns fatores. Um deles, e que vem incomodando muito a torcida, é a ausência de alguém que supra a função do camisa 9 quando ele não está em campo.

Por isso, a diretoria do clube já declarou que está na busca por jogadores da posição para o ano que vem. Desde a saída de Leandro Damião, o time vem encontrando problemas para escalar jogadores que sejam atacantes de ofício. Visto que, em muitos jogos, o menino Lucas Paquetá vem sendo improvisado na frente.

Entenda o caso de Guerrero
Guerrero testou positivo para benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína, em exame antidoping realizado após o jogo entre Peru e Argentina, no mês passado. A partida era válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Por causa disso, a Fifa suspendeu o atleta por 30 dias preventivamente.

A defesa de Guerrero tentou interromper a punição da Fifa, mas o pedido foi recusado. Agora, o atacante continua impedido de atuar pelo Flamengo e pela seleção peruana.

Segundo a defesa, o metabólito benzoilecgonina – presente na cocaína – e encontrado na urina do centroavante do Flamengo é proveniente da folha de coca utilizada para chá consumido em diversos países da América do Sul. Os advogados apontam contaminação em um outro tipo de chá ingerido pelo jogador.

O bioquímico L. C. Cameron, que faz parte da equipe de defesa do jogador e é o coordenador do Laboratório de Bioquímica de Proteínas da UNIRIO, foi quem acompanhou a abertura da amostra B, em Colônia, na Alemanha. Guerrero fez o exame antidoping após o jogo do Peru contra a Argentina pelas Eliminatórias, em 5 de outubro.

A defesa de Guerrero tem que dizer como o metabólito da coca e da cocaína apareceu no organismo do atleta. O objetivo é provar que a substância foi ingerida sem a intenção e o conhecimento do jogador. Assim, a pena pode cair para dois anos.

No dia 26, o peruano e sua equipe de advogados terão de entregar à Fifa a defesa escrita e, então, aguardarem a realização do julgamento que será no dia 30, em Zurique, na Suíça.

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