Vasco divulga nota após decisão judicial

Na última segunda-feira (18), ​a desembargadora Márcia Alvarenga, da 12ª câmara cível, revogou o efeito suspensivo à decisão da juíza Maria Cecília, onde a mesma declarava que a urna 7 deveria ser desconsiderada das eleições do Vasco da Gama, dando a vitória à chapa ‘Sempre Vasco’. Após isso, a diretoria do Cruz-Maltino, nesta terça-feira (19), divulgou uma nota sobre a determinação judicial. Confira: 

Há 475 razões para que a justiça prevaleça 

Uma instituição centenária como o Club de Regatas Vasco da Gama não merecia ser objeto de disputa como a que está ocorrendo agora na Justiça do Rio de Janeiro a respeito das eleições para o Conselho Deliberativo do clube. Porque a forma como está sendo colocada traz enormes prejuízos à Instituição. E pelo que se tem visto, não importa muito se os preceitos da Justiça estão sendo respeitados. Essa é a única forma de ver a esdrúxula situação a que o Vasco está sendo submetido, quando se inverte a máxima de que o ônus da prova cabe ao acusado.

Mesmo diante de tal incongruência, o Vasco optou por seguir diligente. Colaboramos com informações oficiais capazes de provar que todos os sócios pagaram suas mensalidades e por isso tiveram direito ao voto. Demonstramos isso administrativamente, contabilmente, matematicamente.

No entanto, convencida pelos resultados de uma perícia apressada, sem o devido rigor científico e – vale ressaltar – sem o prometido direito aos devidos complementos que fossem solicitados ao clube pelos peritos, a desembargadora Márcia Ferreira Alvarenga, da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, manteve a suspensão dos votos de 475 pessoas que se associaram ao Vasco da Gama, no final do ano de 2015.

Atropela-se assim o direito legítimo, constitucionalmente assegurado, que cada brasileiro tem de escolher seus representantes livremente. A Justiça parte da premissa de que todos os votos depositados na urna 7 são irregulares. E, pasme, mesmo aqueles dirigidos aos outros candidatos, o que revela a inconsistência da análise. E estariam irregulares por falta de pagamento até os das categorias não pagantes.

A permanecer tal decisão, a Justiça estará desconsiderando a vontade de 475 brasileiros, entre os quais estão cerca de 200 que encaminharam vídeo manifestando que votaram na tal urna. Nada mais fazem do que exigir respeito ao legítimo direito ao voto.

A Justiça não pode fechar os olhos a essas imagens, aos direitos de cidadãos vascaínos, que exerceram o direito democrático de escolher os seus representantes.

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